A nova CEB+D

Estamos de casa nova, time novo e, também, novo conceito. Venha conhecer a nova sede e tomar um chá conosco.

 

CEB+D Agência de Brading from CEB+D on Vimeo.

 

Somos uma “Agência Boutique”, e nos orgulhamos disso. Aqui, o nosso relacionamento com os clientes é feito de forma completamente única e personalizada, nos atemos sempre às necessidades reais das marcas, entendendo seus objetivos, mergulhando fundo na sua essência e imaginando novos cenários de expansão. Nosso espaço é intimista, integrado, multidisciplinar e faz com que todos se sintam em casa, traduzindo aquela sensação de ser único, que só um relacionamento cuidadoso é capaz de criar.

Nos diferenciamos das agências mega estruturadas, globais, sem cara, que oferecerão soluções genéricas no mesmo tempo que se espera um pastel no balcão. Somos especialistas em Branding e Design, estudamos a fundo o cenário atual e desenvolvemos projetos que ajudarão a fomentar ainda mais a sua marca. Todos os nossos clientes são atendidos da mesma forma, independente do seu budget ou quantidade de trabalhos solicitados. Aqui, prezamos pela qualidade e não pela quantidade. Confira o que fazemos aqui.

Venha nos conhecer e ver o que podemos fazer pelo seu negócio.

 

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Tags:  | Sem Comentários » | agosto 18th, 2014

FOURSQUARE E SEU NOVO CONCEITO E FUNCIONALIDADE. Por Matheus Pinto

foursquare

Se você usa o Foursquare, deve ter reparado que ele mudou de interface e identidade visual nesta última quinta-feira, 07, e que há cerca de um mês implantou seu novo aplicativo, o Swarm. A empresa contratou a agência de design Red Antler e trabalharam juntas para desenvolver o aplicativo e também criar sua nova marca (Swarm), além de redesenhar a marca principal. E, se você está curioso para saber o que isso muda na sua vida, compreenda as novas funcionalidades dos aplicativos.

RedAntler-Foursquare-Swarm-01

O bom e velho Foursaquare migrou algumas das suas funções para a nova rede, agora o Swarm é o responsável pelos check-ins, te permite saber o que seus amigos estão fazendo em tempo real, quais são os amigos mais próximos de você, e criar planos com eles. Já o Foursquare ficou responsável por receber as resenhas, críticas e fotos dos locais por onde você vai, garantir que suas listas de lugares preferidos fiquem salvas e disponíveis a qualquer momento, te permite encontrar e descobrir os estabelecimentos mais próximos, os separando por categorias.

Mas, o que realmente importa aqui é a reformulação da marca e o lançamento da nova. Segundo o sócio e diretor criativo da Red Antler, o senhor Simon Endres, a marca Foursqaure precisava de uma mudança significativa que gerasse grande impacto nos usuários existentes e potenciais da marca. Já a elaboração da nova marca devia ser completamente diferente da já existente, “[...] um salto gigante em todos os sentidos, criar uma marca que fosse igualmente ousada. [...] criar algo que tenha pouco ou nenhum vestígio da marca anterior”, como afirma o designer responsável pelo projeto, o senhor Mike Mcvicar.

RedAntler-Foursquare-Swarm-05

Para desenvolver a identidade de ambas as marcas, os responsáveis pelo projeto desenvolveram marcas icônicas, que seriam reconhecíveis mesmo em 16×16 pixels de tamanho. Mcvicar defende que o monograma ‘F’ realmente bate em uma série de conceitos fundamentais da marca Foursquare, é uma bandeira ou um pino que significa explorar, descobrindo e conquistando novos lugares, e também reflete o seu modo divertido de descobrir coisas novas ao seu redor e seu nível de sofisticação e eficiência.

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Para o sócio e diretor de estratégia da Red Antler, o senhor Heyward Emily, as mudanças na marca Foursquare vão tornar mais claros os objetivos da empresa, de forma inteligente e eficaz, ou seja, ser a referência mundial em descoberta de novas coisas e novos mundos ao seu redor. “Quando as pessoas pensarem em Foursquare, pensarão em descobertas e não em check-ins. Com a evolução do aplicativo e aperfeiçoamento dos novos recursos, os usuários irão reparar isso de forma mais clara.”, afirma. Heyward ainda ressalva que o Swarm assumirá a responsabilidade plena sobre os check-ins, sendo mais jovial e descontraído, tanto em conceito de marca, quanto em identidade visual.

Fonte: Red Antler <http://redantler.com>. Acessado em 08 de agosto de 2014.

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Tags: , , , ,  | Sem Comentários » | agosto 13th, 2014

Design Social, é realmente social ou é apenas mais um rótulo? Por Matheus Pinto

designsocial

Esse é um tema que, ainda hoje, não é muito abordado nas grandes rodas de discussões sobre design, tanto no Brasil quanto no Mundo. O tema é muito mais complexo, abrangente e polêmico do que se pode imaginar.

Você sabe o que realmente é “Design Social”? O termo foi popularizado no Brasil como “Design de Caráter Social” em 2004, com o lançamento de um concurso que carregava o mesmo nome. O enfoque do tal concurso, voltado apenas para universitários, era popularizar o concurso no mercado interno e fazê-lo chegar aos segmentos mais carentes da sociedade. Mas o que seria popularizado no mercado interno voltado para o terceiro setor? A princípio, pensou-se e em veículos para coleta de materiais recicláveis e mobiliário urbano para municípios históricos, e aí as ideias foram evoluindo e abrangendo mais e mais segmentos de “produtos” que, de uma forma ou de outra, beneficiariam a sociedade. O principal intuito do concurso era fazer com que os futuros profissionais refletissem sobre o papel social do design na busca de melhorias para a qualidade de vida das pessoas.

O design em si abrange âmbitos além do social, e está fortemente ligado ao setor econômico. O quesito social pode se tornar um tanto quanto controverso quando é levado em consideração que a força motora do reconhecimento do design é o fator econômico, mas esse impasse pode ser “neutralizado” quando confrontada a definição da palavra design, que, segundo o dicionário Michaelis, é “1. Concepção de um projeto ou modelo; planejamento. 2. O produto deste planejamento”. Ou seja, segundo o dicionário, design é um produto resultante do planejamento, e esse é responsável pelo destino final do objeto design. Será que é somente isso? Design é muito mais do que um simples produto planejado, ele é um processo, e é esse processo aliado ao planejamento que, efetivamente, definirá o cunho social do design.

Tendo ciência de que design é processo, seu ‘cunho social’ agora se torna um pouco mais complexo do que simplesmente idealizar/planejar um projeto socialmente responsável, que se preocupa única e exclusivamente com o seu resultado final. Ou seja, tal projeto não deve se preocupar apenas com o seu resultado, mas também deve se preocupar com o processo que definirá esse resultado. Portanto se este não for socialmente justo ou ecologicamente correto, o projeto não pode ser efetivamente considerado de caráter social ?.

Responsabilidade Social está intimamente ligada à Sustentabilidade e à Ecologia. Durante muito tempo classificou-se sustentabilidade como algo ligado a ecologia e responsabilidade social como algo ligado as pessoas. Muitos autores usam, atualmente, o termo responsabilidade social com uma forma mais ampla e contemporânea de definir todo o espectro que envolve a discussão: ecológico e social.

O design social, ou “socialmente responsável”, enquanto produto físico, só pode ser assim considerado se o seu processo de confecção é ecológico e socialmente responsável. Exemplificando, se uma ONG oferece uma sacola ecológica como produto para manter seus projetos, e recebe uma demanda duas vezes superior à sua capacidade de produção, e a aceita sem aumentar o número de colaboradores, esse processo de confecção dos produtos se torna exaustivo e muitas vezes excede a jornada de trabalho. Ou seja, o processo do design enquanto produto deixou de ser socialmente responsável, mas o conceito (planejamento inicial) da ONG ainda é de caráter social, pois o dinheiro das vendas será revertido em benefícios para a comunidade. E aí vai a pergunta, esse exemplo pode ser considerado como Design de Caráter Social?

Poderíamos citar inúmeros outros exemplos, como um grupo de pessoas que compra brinquedos no comércio popular, provavelmente todas importados da China, e distribuem em comunidades carentes sob a alcunha social. O brinquedo em questão não teve nenhum tipo de responsabilidade social ou ecológica no seu processo de confecção. Na nossa concepção, esses modelos não podem, e muito menos devem ser considerados como Design Social. No máximo, filantrópicos. Design Social é um produto pensado para a sociedade, com processo sustentável (tanto social quanto ecológico), aliado a benefícios econômicos.

Agora entramos novamente no quesito econômico da questão, se é que em algum momento saímos dele, e, segundo a arquiteta e designer gráfica Ruth Klotzel“o design floresce [no panorama econômico], algumas vezes como equivocada manifestação fashion, efêmera, mas cada vez mais também com um enfoque democrático.  Democrático no sentido de perceber as próprias necessidades locais, de seu povo, abrindo espaço para a auto determinação”. Ou seja, design social é democrático, pois além de identificar os problemas e as deficiências da sociedade, ele se preocupa em transformá-los sendo intimamente sustentável.

Mas, esse assunto não termina por aqui, pois ainda há muito que dizer sobre o tema, e também explicar que há empresas e entidades que desenvolvem design de caráter social, mas não sabem que o fazem e muito menos o vendem como tal. Há outras questões sobre como devemos categorizar essa vertente do design, se é realmente uma vertente, ou se deve ser categorizado. Mas, o que podemos resumir sobre o Design Social é que deve ser considerado no planejamento inicial, o respeito com o meio ambiente, oferecer soluções às exigências do consumidor e ser socialmente engajado e comercialmente justo. Acompanhe o próximo post e descubra um pouco mais sobre o caráter social do design.

 

Fonte:

DESENVOLVIMENTO, Ministério do. Concurso Design de Caráter Social <http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=2&noticia=6224>. Acessado em 28 de julho de 2014.

DESENVOLVIMENTO, Ministério do. O Programa Brasileiro de Design. <http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=2&menu=4149>. Acessado em 28 de julho de 2014.

BRASIL, Design. PBD – Programa Brasileiro do Design <http://www.designbrasil.org.br/design-em-acao/pbd-programa-brasileiro-design>. Acessado em 28 de julho de 2014.

SOCIAL, Instituto de Design. Contextualização do Design Social <http://www.overbranddesign.com.br/antes/ids/designsocial.php>. Acessado em 28 de julho de 2014.

EDU, Academia. Experiências divertidas: visões sobre um design com caráter social <http://www.academia.edu/6974151/Experiencias_divertidas_visoes_sobre_um_design_com_carater_social>. Acessado em 28 de julho de 2014.

DESENVOLVIMENTO, Ministério do. Design social beneficia ofício de catador. <http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=2&noticia=6382>. Acessado em 28 de julho de 2014.

INFINITO, Estúdio. Design no Brasil hoje <http://www.estudioinfinito.com.br/site/?page_id=64 >. Acessado em 28 de julho de 2014.

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Sem Comentários » | agosto 3rd, 2014

Flat Design. Mais uma ‘modinha’, tendência, ou um conceito válido para sua marca? por Matheus Pinto

Flat Design

Quando pensamos em marca, pensamos logo em associá-la a um ícone gráfico para que todos possam lembrar visualmente dela, e o design propõe inúmeras tendências para que isso seja possível. A última forte tendência foi o ‘Flat Design’, mas será que ele é realmente válido para qualquer marca? Ele é realmente válido para sua marca?

Antes de falarmos do tal Flat Design, vale lembrar que o próprio conceito de tendência pode apresentar algumas sérias armadilhas. Tendências são ideias, manifestações, essencialmente passageiras, transitórias e muitas vezes datadas. Se pensarmos que uma identidade visual, uma representação gráfica de um conceito deve ser pensada para durar (tudo bem, cada vez menos…) talvez, a última coisa com que devemos estar preocupados é com a tendência vigente, mas vamos ao assunto do post!

 

O que é o tal FLAT DESIGN?

Sintetizando o conceito, Flat Design é a eliminação dos elementos visuais tidos como desnecessários para a funcionalidade da peça. Explicando melhor, os defensores do F.D. argumentam que as GUIs (interfaces gráficas de usuários) têm que ser mais limpas e inteiramente funcionais, ou seja, deixar de lado as bordas, sombras, reflexos e os gradientes. Claro que isso é mais velho que andar pra frente, se pensarmos no modernismo, na turma de ULM, tudo era Flat Design. Porém com o advento maravilhoso dos softwares de design, surgiu toda uma geração de pirotecnias e os mais diversos tipos de excessos, e depois o ciclo voltou ao início com o povo de UX querendo matar todo mundo que usasse qualquer tipo de efeito.

Se aplicarmos esse conceito ao ambiente virtual, e também dos smartphones, a visualização da ideia se torna mais simples. Por exemplo, o Google Now, que usa um sistema parecido com cartões para mostrar as informações ao usuário, utiliza a tendência Flat Design. Os cartões destacam as informações em tamanho padronizado, o que facilita ao usuário saber o que está lendo. Outro exemplo é o Windows 8, que também destaca as informações em pequenos quadrados e com cores diferenciadas.

 

 

Google Now – Modelo de Interface

Windows 8 – Modelo de Interface

 

Mas e aí, faz sentido pra sua marca?

Agora que já ficou mais fácil compreender essa tendência, até pra entender que não é exatamente uma tendência, é válido questionar se ela pode ser aplicada à sua marca, sem deixar perdido seu posicionamento estratégico. É inegável afirmar que o Flat se estenderá por mais um período de tempo nas nossas vidas, mas em breve surgirá uma tendência pós-modernosa que revogará os conceitos estabelecidos pelo Flat, ou não. Podemos citar uma lista de inúmeras empresas que adequaram sua identidade visual à essa tendência, desde o digital até os impressos de papelaria.

Mas, ao invés de citarmos as empresas que aderiram à tendência, e fazer uma análise sobre suas identidades alinhadas com seus posicionamentos, apresentaremos o estudo feito pelo designer brasileiro, Leandro Urban, que ficou conhecido mundialmente após ter aplicado tal conceito nos emblemas das 31 seleções que jogarão no campeonato mundial de futebol de 2014.

Em seu projeto minimalista, Urban apresentou o estudo sobre o emblema das federações esportivas, se fossem desenvolvidos em Flat Design. Confira o resultado.

Leandro Urban – Emblemas das seleções

 

Observando atentamente o estudo desenvolvido por Urban, temos um panorama sobre o comportamento da tendência Flat Design em antigos símbolos. A ausência de informações na identidade visual pode ser algo prejudicial para a marca já consolidada, ainda mais se essa mudança for drástica. E isso não se aplica somente à essa tendência em específico, mas à qualquer mudança visual.

Todas as peças criadas possuem os nomes das seleções, pois em algumas é quase impossível saber de qual país trata, ainda mais se o observador não for nenhum fã fanático de futebol.

Um conceito que pode servir para essa discussão é o que o dinamarquês Martin Lindstrom chamou de “marcas quebráveis”. Uma marca é “quebrável” quando, mesmo desconstruída, ainda é reconhecível. Imagine uma garrafa de Coca-Cola espatifada no chão, provavelmente, mesmo através de um pequeno fragmento da garrafa, você reconheceria a marca e dificilmente a confundiria com a Guaraná Antártica, por exemplo. Ou seja, em uma identidade visual realmente forte, é possível cometer alguns exageros de minimalismo, noutras nem tanto…

É realmente válido aderir essa tendência à sua marca? Faz sentido sair correndo atrás de um designer para “limpar” seu logotipo? A resposta não é tão simples, ela passa pela pergunta de sempre: O que a sua marca representa? Qual a essência dela? Talvez seja realmente a hora de mudar sua identidade. Só não faça isso por influência dessa ou de qualquer tendência, afinal elas passam…

#Curiosidade

O conceito Flat Design voltou a discussão em meados de junho de 2013, devido às especulações sobre o lançamento do sistema iOS 7, que deixou de lado as sombras e as dimensões 3D dos itens do aparelho.

Referências

BETSKY, Aaron, e EEUWENS, Adam. False Flat, why dutch design is so good. Holanda. Editora: Phaidon, 2004.

ALUGUEL, Designer de. Flat Design Brasileiro < http://www.designerdealuguel.com.br/flat-design-brasileiro>. Acesso em 09 de junho de 2014.

DEVIANTART. Google Now <http://vinod221091.deviantart.com/art/Google-now-410080356>. Acesso em 09 de junho de 2014.

LINDSTROM, Martin. A Lógica do Consumo

TECHMUNDO. Windows 8 <http://www.techtudo.com.br/tudo-sobre/s/windows-8.html>. Acesso em 09 de junho de 2014.

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Tags: , , , ,  | Sem Comentários » | junho 11th, 2014

Sustentabilidade. Será que hoje em dia as empresas são realmente sustentáveis? Por Matheus Pinto

 

De alguns anos para cá, os conceitos sustentabilidade, reutilização de objetos, ecologia e reciclagem, estão ganhando cada vez mais força. Mas será que pessoas e empresas que se comprometem a seguir esses conceitos, os aplicam de forma eficiente no seu dia a dia?

Recentemente, a Coca-Cola lançou o projeto "Second Lives", segunda vida em português, como parte do seu programa global de sustentabilidade. O projeto abrange hoje apenas o Vietnã, futuramente englobará as regiões da Tailândia e Indonésia, mas o mote principal consiste em dar uma nova chance para as embalagens vazias dos produtos da marca. Essa foi a tentativa da empresa para ajudar o programa do governo local, chamado "Tornando o mundo mais limpo".

 "O Vietnã enfrenta diversos problemas, como o desmatamento ilegal, incêndios selvagens incontroláveis, perda de terras, uso inadequado de água e recursos minerais e uma crescente poluição ambiental", como afirma Bui Cach Tuyen, vice-ministro de recursos naturais e ambiente do país.

Segundo a avaliação de 2013 do Banco Mundial, a poluição custa ao país 5,5% de PIB vietnamita. O governo também tem de gastar cerca de US$ 780 milhões por ano com saúde pública por males causados por ela. A tentativa da Coca-Cola visa contribuir para a diminuição desse cenário, e desenvolveu 16 cápsulas que são acopladas às garrafas e propõe a utilização como borrifador, bisnaga para condimentos, luminária e outros formatos. Mas, nos perguntamos até que ponto isso é realmente sustentabilidade.

Segundo o dicionário Michaelis, sustentabilidade é a qualidade de ser sustentável. E sustentável é aquilo pode ser sustentado. Ou seja, chega-se no verbo Sustentar, que dá o sentido de: conservar-se firme; equilibrar-se; não cair; não mudar de posição; suster-se (vpr5). Logo, sustentabilidade é algo que tem que se conservar firme na intrinsidade do seu conceito, que é "reduzir os impactos ambientais e promover o reuso consciente de recursos naturais, além de estar diretamente ligada com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana".

Mas, na prática, o quê isso quer dizer? Quer dizer que o conceito promove a exploração de áreas ou o uso de recursos planetários (naturais ou não) de forma a prejudicar o menos possível o equilíbrio entre o meio ambiente e as comunidades humanas e toda a biosfera que dele dependem para existir.

Agora, fazendo o link com o Projeto Second Live da Coca-Cola, é realmente válido classificá-lo como sustentável, sendo que eles utilizaram recursos naturais, como água e energia elétrica para a confecção das cápsulas que se acoplam às garrafas, sem contar a utilização dos recursos humanos para a confecção dos mesmos. Essa ação não diminui os impactos ambientais, pois a produção da embalagem plástica do produto continuará em escala normal, podendo até se elevar se a ideia do uso das cápsulas for bem aceita pela população.

Sustentabilidade não é dar outra utilidade descartável para um produto, pois quando a embalagem da garrafa usada como arminha de água pelas crianças estiver velha e amassada, ela será substituída por uma embalagem recém esvaziada. O consumo dos recursos naturais e humanos para a produção continuará o mesmo, e a embalagem velha e amassada será descartada em qualquer lugar, como vem acontecendo no Vietnã.

Um bom argumento sobre os diferentes paradigmas de soluções sustentáveis pode ser visto no filme "The history of solutions"

É válido realmente classificarmos ideias como essas como sustentáveis? Ou devemos classificá-las como formas criativas de reutilização das embalagens dos produtos? Não podemos negar, a ideia de criar cápsulas que se acoplam às embalagens é bem criativa, mas todos nós conhecemos alguém que já deu outro uso para suas velhas garrafas PET, inclusive se você não guardou água na geladeira em uma garrafa de refrigerante vazia, conhece alguém que já o fez.

E, como forma de refletir e gerar questionamentos, deixamos em aberto a questão sobre como seria o modelo de sustentabilidade efetivo para solucionar problemas sociais, como é o caso do descarte incorreto do lixo reciclável.

Reflita e se questione.

Referências

COCA-COLA, Second Lives <https://www.youtube.com/watch?v=rWgCQgzJOU4>. Acesso em 03 de junho de 2014.

POLLUTION, Environment. <http://english.vietnamnet.vn/fms/society/86694/environment-pollution-costs-3–of-gdp-in-vn.html>. Acesso em 03 de junho de 2014.

 THE HISTORY OF SOLUTIONS http://storyofstuff.org/movies/the-story-of-solutions/ Acesso em 03 de junho de 2014

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Tags: , , , , , ,  | Sem Comentários » | junho 4th, 2014

Branding para o 3º setor

Nossa primeira colaboração para o portal Infobranding

Artigo sobre a importância das marcas para terceiro setor

http://www.infobranding.com.br/branding-para-o-3o-setor/

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Sem Comentários » | abril 11th, 2014

Design cambiante e marca cambiante: será que são a mesma coisa?

 

 

 

Muito tem se falado sobre o termo “marca cambiante” e nesse sentido muita confusão tem sido feita. 

 

Na tentativa de por luz a essa discussão compartilharemos aqui a primeira reflexão, ainda um tanto superficial, que deu origem ao artigo   “ Identidade Cambiante: inovação ou esquizofrenia” que será publicado em breve.


Começando do começo ( ou quase)

Antes de qualquer coisa é preciso fazer uma ressalva e refletir sobre o significado da palavra “marca”.


“Marca sf.1.Ato ou efeito de marcar.2.sinal distintivo de um objeto.3.Desenho ou etiqueta de produtos industriais.4.Categoria,qualidade.”

 Dicionário Aurélio, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, RJ, 1997


Para o autor do célebre dicionário de Língua Portuguesa, marca é apenas um elemento gráfico capaz de distinguir um produto dos demais. 


As constantes discussões e divergências sobre o conceito de marca, aliado ao uso, muitas vezes indevido, da expressão Branding tornam necessárias algumas explicações sobre o sentido dessa palavra.


A atribuição de marcas a produtos é uma prática há mais de dois mil anos. Já os gregos e romanos em suas empreitadas comerciais criaram as “marcas fabricantes” para indicar a procedência de determinado produto (Ellwood, 2004).


Essa prática se fez necessária, devido a expansão do império romano e a conseqüente distância entre produto e consumidor, diferentemente da relação pessoal onde desenvolviam-se laços de confiança entre pessoas da mesma aldeia. A marca servia, então, para assegurar ao consumidor a qualidade do produto que estava comprando, uma vez que as relações pessoais tornaram-se impraticáveis devido às grandes distâncias. Nasce nesse momento o primeiro cenário de concorrência, uma vez que não eram mais vendidos diretamente dos produtores aos consumidores finais, ou seja, um cenário globalizado, bem antes da chegada da primeira caravela portuguesa por esses lados.

 

Em um ambiente sem concorrência esse símbolo gráfico talvez seja suficiente para identificar determinado produto,nesse caso marca é simplesmente um logotipo ou símbolo e sua gestão se limita à utilização correta de seu manual de identidade visual.

Em um mercado competitivo, onde se disputa com outros concorrentes a preferência dos consumidores, marca não é apenas o logotipo, e sim, uma imagem, uma projeção, uma opinião dos outros sobre minha empresa. É com esse conceito de marca que trabalha o marketing, com a projeção de uma idéia na mente do consumidor (GUIMARÃES, 2004).


Acreditamos que, hoje, através da perspectiva do branding, a marca está envolvida em uma complexa rede, que extrapola, em muito, os limites físicos da empresa, e que sofre e promove diversas ações em todos os membros da “sociedade global”. Portanto podemos concluir que branding é uma filosofia de gestão que “cuida” de todos os pontos de contato de uma marca, ou seja, seu “ecossistema”.


Diante disso podemos afirmar que, nesse “ecossistema” a identidade visual é uma fração, uma tradução gráfica de uma marca e não a marca em si.

Essa reflexão aponta para a seguinte dúvida: a marca é cambiante ou a identidade visual é cambiante?


Se assumirmos que a identidade visual é a representação gráfica de uma marca e deve, necessariamente, vir carregada com as camadas de significado capazes de criar uma relação direta entre imagem e conceito ( no termo conceito devemos embarcar as idéias de valores, essência e posicionamento) como nos relacionaremos com uma imagem mutante ? imaginaremos ou assumiremos que os conceitos da marca também são mutantes, voláteis, cambiantes?


Nesse ponto entraremos em outra discussão: será que a identidade visual está mesmo com essa bola toda?


Uma identidade visual “correta” deve traduzir graficamente a essência da marca que representa, e ainda ter características distintivas capazes de diferenciá-la do mar de comodities pelo qual navegamos diariamente. Isso é o que sempre digo, desde sempre. Minha recente incursão pelo neuromaketing e pelo funcionamento do cérebro em si ( sim estou absolutamente viciado pela ideia de descobrir como nosso cérebro , alpha e Beta, hemisfério direito e esquerdo, consciente e incosciente se comportam e reagem diante das marcas e seus estímulos) me deu algumas novas informações a respeito da identidade visual e sua relação intríseca com o que chamo de “ecossistema” da marca.


Creio que a identidade visual não perderá nunca sua importância. A diferença que ela já não é, e já a algum tempo, a ÚNICA forma de representação de uma marca. 

Muito mais do que uma identidade visual, uma marca deve ser representada por todo um ecossistema que, preferencialmente, deve envolver o maior número de sentidos possível. 


Na brandpill 192 vimos que o Neuromarketing já mostrou através de pesquisas que muitas vezes o consumidor se “blinda” quando vê um logotipo de um anunciante, de cigarros por exemplo, e baixavam a guarda quando viam uma mensagem que remetia ao desejo de fumar sem ter exibida de forma explícita o logotipo do anunciante. ( Lindstrom, 2009)


Sendo assim, a identidade visual é só uma das diversas formas de traduzir os valores que regem uma marca. Mas mesmo assim, se a identidade visual muda os valores também mudam? 

Se nos fixarmos na abordagem do design, entraremos na discussão sobre o termo “cambiante” como forma de categorizar algo que não é nem moderno e muito menos pós moderno, canônico e não canônico. Muito me assusta quando vejo uma identidade visual atrelada ao intuito criativo do designer:


As marcas mutantes poéticas são aquelas cujas variações ocorrem espontaneamente,sem regras predeterminadas, obedecendo apenas ao

intuito criativo do designer, mas gerando uma comunhão com o espectador que interage para interpretá-la, como acontece com a MTV.”

(Kreutz e Fernández)

 

 

Claro que vivemos no mundo hiperconectado, no hiperconsumo, no hipertudo… a velocidade de transformação é gigantesca. Será a identidade visual cambiante um exercício estético ou será uma forma de acompanhar o movimento de um mercado de consumo cada vez mais antenado, rápido e, porque não, esquizofrênico? A questão que fica mesmo é: Será que as marcas conseguem acompanhar a velocidade e dinâmica das suas identidades visuais? Temos algumas pistas…


Referências

 

ELLWOOD, Iain. O Livro Essencial das Marcas: tudo que você precisa saber, em mais de 100 técnicas para aumentar o valor das marcas. São Paulo: Clio Editora, 2004.

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GUIMARÃES, Roberto. Qual a sua definição de marca? 2004.Disponível em >http://www.thymus.combr/site_novo/artigo.asp?idNoticias=226<. acesso em 11 fev. 2005.


Kreutz,Elizete; Fernández, Francisco. Google: a narrativa da marca mutante. São Paulo. Julho,2009


LINDSTROM, Martin. A lógica do consumo : verdades e mentiras sobre por que compramos. Rio de Janeiro : Nova  Fronteira, 2009.

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Sem Comentários » | março 30th, 2014

Place Branding- O que mais importa em um lugar?

 

 

 

Na sociedade do hiperconsumo nos tornamos compradores mimados e insaciáveis.

Queremos tudo do nosso jeito, na hora que quisermos.

Saímos do cenário da inclusão para o cenário da diferenciação e da diferenciação para a personalização.

Não consumimos mais para pertencer a uma ou outra classe social, consumimos de forma hedonista e auto-indulgente ( Lipovestsky, 2006). Só o que nos importa é o nosso próprio prazer, para nos sentirmos mais belos, mais jovens, mais felizes, lotamos academias de ginástica, compramos todos os produtos cosméticos disponíveis, fazemos crediário na clínicas de cirurgia plástica, compramos a última moda.

As marcas, ligadas nos hábitos do usuário, entenderam que mais do que os produtos e serviços o que importa é a experiência vivenciada, a relação entre marca e audiência. As palavras de Phill Knight nunca foram tão atuais “Marcas, não produtos”.

Esse pensamento,embora ainda bastante desconhecido no país ( quem vive o dia-a-dia do branding sabe o quanto somos confundidos com publicidade, marketing, design, direção de arte…) começa a ser percebido e difundido por algumas marcas com gestão mais esperta.

As nossas cidades não escapam a esse “buraco negro” que parece ser o branding ( que recentemente criou um impasse com o jornalismo com a invenção do termo “branded content”).Dentro da hierarquia dos lugares o “place branding” termo cunhado por Simon Anholt, tem diferentes níveis de atuação: o país, a região,a cidade e o lugar. Dentre essas abordagens ouviremos os diferentes termos: Nation Branding, City branding e Place Branding.

O branding de lugares, pra usarmos um termo mais amplo, passa pelas mesmas discussões do branding tradicional: identidade, atributos, valores…o que une um grupo de pessoas em torno de um lugar. Muito comum é a relação entre branding de lugares e turismo. Esse é um upside óbvio para um lugar, características turísticas são distintivas por definição. Mas e quando os lugares não tem vocações turísticas? vala comum neles?
Da mesma forma que acredito que toda empresa tem suas características próprias e únicas ( e aí é uma questão de cavar, algumas estão na superfície, outras no pré-sal) os lugares também tem suas particularidades. Um tipo de comércio, uma comunidade imigrante, uma cultura forte, um “clima” característico.

Muito mais importante do que a relação com o exterior ( turismo) é, no meu ponto de vista, a relação com o interior: o que pode reunir pessoas em torno de um lugar? o que é necessário para construir o que Montgomery chamou de “sense of place”, ou o senso de lugar, que é algo mais complexo do que o senso de pertencimento presente em algumas marcas. Estamos ( aqui na agência) no começo dessa jornada, felizmente muito bem acompanhados, e iremos compartilhar nesse mesmo lugar nossas descobertas e nossas inquietações. 

Desejamos a todos uma boa viagem!

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Sem Comentários » | março 12th, 2014

As cidades e o branding

 

 

O anúncio da nova identidade visual de Amsterdam, essa semana, causou bastante controvérsia nas redes sociais. Pessoas viram a representação gráfica do sexo ( XXX) e relacionaram diretamente com “red light district”, um dos, digamos, diferenciais da cidade.


Houve quem achou simplesmente uma questão egocêntrica de designers querendo impor sua vontade, independente do cenário ou necessidade do “cliente”.


O que mais nos chamou atenção aqui na CEB+D foi a quantidade de gente que chamou a nova identidade visual de “City Branding”.


Quem acompanha nosso trabalho, ou mais precisamente nossos posts, sabe o quanto já falamos sobre a diferença de branding e design e como essas disciplinas se confundem na cabeça de todo mundo, e estranhamente, na cabeça dos próprios profissionais do segmento.


Agora a coisa ficou ainda mais séria, com a entrada dos novos termos “city branding” e “place branding” que embora possam parecer a mesma coisa, de fato não são.


Antes de explicar mais detalhadamente esses termos, é importante lembrar que lugares também podem ( ou devem) ser marcas. 


Desde sempre criamos associações para conferir importância a um lugar: a cidade do doce em compota, o pólo gastronômico de tal lugar, ou a ebulição cultural de outro lugar, a rua dos teatros, o praça dos cafés e por aí vai… Nesse aspecto os americanos são notoriamente craques nesse assunto, inventam de tudo pra tirar um pequeno lugar do esquecimento e inseri-lo no radar de todo o tipo de curiosos.


O mesmo princípio que se aplica para marcas “de consumo” se aplica para os lugares: associações fracas criam marcas frágeis, associações fortes criam marcas mais duradouras, além do fato de uma cidade também poder ser um produto, o que acaba sendo muito mais comum.


Aqui na CEB+D estamos bastante inseridos na discussão de “placemaking” e “place branding”, através da construção de marcas não só de “placemakers” mas também de lugares.


Nessa nova série de posts falaremos mais do tema branding de lugares e veremos como transformar lugares em marcas e ainda reposicionar lugares.

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Sem Comentários » | fevereiro 23rd, 2014

Magazines, boutiques e agências de branding…

Algumas semanas atrás, soterrado em meio a uma pesquisa, me deparei com uma frase muito boa: "umas dessas agências globais sem cara". Aquilo me soou automaticamente como uma verdade e esqueci do assunto. 

Recentemente, pensando sobre um novo departamento que abrimos na agência me peguei pensando sobre um termo comum usado por pequenas agências que querem muitas vezes justificar seu tamanho, as "agências bistrô". 

Da mesma forma que a agência global não tem forma, não se personifica em nada, as agências bistrô usam um termo que se refere a algo rápido, cotidiano (claro que no nosso país o termo tem um alcance muito diferente, que remete a algo "chique").

Na CEB+D, penso que somos um "bicho" um pouco diferente. Nem bistrô e muito menos Global. Penso na gente como uma "agência boutique". Confesso que ao contrário dos gurus de MKT mundo afora eu não gosto muito desses rótulos bonitinhos ( e gosto menos ainda da idéia de gurus) mas tive que me render a essa analogia., vejam só , as boutiques não são nem as H&Ms da vida ( agências globais) e nem a lojinha de malhas da esquina.

São estruturas geralmente compactas que se diferenciam pelo relacionamento, não pela velocidade e nem pelo peso genérico de mega estruturas. São aqueles pequenos espaços onde as pessoas se sentem em casa, onde são entendidas.

No caso do branding, e me lembro de uma citação de uma professora que dizia perguntar ( metaforicamente, eu espero) ao cliente: "você sabe que vou mexer nas suas gavetas, não é mesmo?" esse relacionamento de confiança, de compreensão é a base de todo o processo de trabalho.

Nessa reflexão, que compartilho nesse post , chego a conclusão que a verdadeira virtude de uma "agência boutique" é o sentimento, por parte dos clientes, que aquele lugar, mesmo compartilhado com dezenas de outros clientes, é só dele.

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Sem Comentários » | setembro 4th, 2013