The Dancing Traffic Light

Esperar alguns minutos para atravessar a rua, em meio à correria do dia a dia, pode se tornar uma eterna tortura. Mas calma, e se houvesse uma atração enquanto isso, a espera seria mais agradável?

Ao invés de colocar sua vida em risco e tentar atravessar a rua no “sinal vermelho”, curta um som e dance um pouco com o Semáforo Dançante. Essa foi a proposta da estratégia desenvolvida pela agência de publicidade alemã, a BBDO, para a Smart de Portugal. Confira o vídeo:

Uma cabine foi instalada em uma praça, e os pedestres interessados podiam entrar e arriscar alguns passos de dança. Dois para lá, dois para cá, e conforme dançavam seus os movimentos eram transmitidos para um semáforo da cidade, fazendo com que o “bonequinho” vermelho reproduzisse os passos. Com uma trilha sonora divertida, as pessoas entraram no ritmo e, impressionantemente, 81% esperaram até o final do pequeno espetáculo do semáforo para poder atravessar a rua.

 

E você, esperaria o “bonequinho” terminar sua performance?

Facebook Twitter e-mail

Tags: , , ,  | Sem Comentários » | setembro 18th, 2014

Caio Esteves no II Seminário Startups e Novos Negócios

No dia 02 de outubro acontece, em São Paulo, o II Seminário Startups e Novos Negócios, realizado pela AMCHAM Brasil – Câmara Americana de Comércio – e o sócio-diretor da CEB+D, Caio Esteves, foi convidado para marcar presença no evento como um dos painelistas.

CAIO ESTEVES

O evento terá a presença de diversos convidados que irão debater temas pertinentes e imprescindíveis para quem está começando um novo negócio, tais como: Business Plan, atração e busca de investidores, formação e capacitação de equipes, lançamento e comunicação de novos negócios.

O encontro dará apoio e base aos empreendedores que estão iniciando, ou pretendem iniciar suas empresas, com exemplos reais de marcas de destaque que começaram sua história como startups, como a iFood e Wine. A CEB+D possui um programa voltado especialmente para empresas startups e considera que debates, como este, são essenciais para que novos empreendedores comecem sua jornada de maneira correta e assertiva. Confira a programação no site da AMCHAM, ainda dá tempo de se inscrever: http://bit.ly/1qAXChv.

 

Caio Esteves

Sócio-diretor da CEB+D, é formado em Arquitetura e Urbanismo e pós-graduado em Branding.. Atualmente é professor do MBA Branding Innovation em São Paulo.

Facebook Twitter e-mail

Tags: , , , , ,  | Sem Comentários » | setembro 11th, 2014

Agora tudo virou ‘for Work’ para a Google

A empresa norte americana soltou uma nota no seu blog oficial explicando o redirecionamento da marca. O presidente executivo Eric Schmidt garante a nova postura da marca, que há cerca de 10 anos oferece soluções para o setor empresarial. O seu serviço corporativo Google Enterprise será rebatizado de Google for Work.

Google for Work

O que efetivamente muda com esse reposicionamento da marca?

Todos os produtos e serviços da Google Inc. receberão a assinatura ‘for Work’, por exemplo, o email será Gmail for Work, a agenda será Calendar for Work, e por aí vai. Devemos esperar mais algumas mudanças no direcionamento da empresa. Especulações começam a ser feitas nas altas rodas de discussões, como um nova identidade visual, novos produtos e serviços, e outras novidades; mas nós teremos que esperar um pouco mais para descobrir as próximas mudanças.

Facebook Twitter e-mail

Tags: , , ,  | Sem Comentários » | setembro 4th, 2014

CEB+D | Startup Branding

Você sabe o que a Boutique tem? Descubra o que é o programa “Startup Branding”.

CEB+D | Startup Branding from CEB+D on Vimeo.

 

Acreditamos na disseminação do branding e design, e não vemos o tamanho do cliente ou budget. Nosso programa de incentivo às marcas que estão iniciando funciona para contribuir com o seu crescimento, sempre cientes do poder transformador e solidificador do branding e do design.

No programa Startup Branding, envolvemos a mesma metodologia dos programas extensos, porém com uma atuação restrita a um universo menos amplo, típico de uma empresa iniciante.

Venha bater um papo com a gente, e descobrir o que podemos fazer pela sua marca.

Facebook Twitter e-mail

Tags: , , , , , ,  | Sem Comentários » | setembro 2nd, 2014

Bump Mark, o selo que te ajuda com a validade dos produtos

Já pensou em uma etiqueta que te avisa se o seu produto não está tão saboroso quanto poderia estar há alguns dias atrás?

bump-mark-01

Pois bem, a designer inglesa, Solveiga Pakstaite desenvolveu uma inteligente etiqueta que se altera de acordo com o prazo de validade dos alimentos. A ideia é reduzir o desperdício e oferecer um método mais eficaz para o controle de qualidade.
Pakstaite criou o Bump Mark – um selo composto de gelatina que se transforma à medida que os alimentos vão se degradando. Confira:

bump-mark-02

bump-mark-03

O selo é colado no exterior de embalagens, e sua gelatina “estraga” na mesma velocidade que alimentos à base de proteína, já que possui uma composição biológica semelhante.A ideia é bem inteligente, pois a gelatina se degrada na mesma velocidade que o produto, tornando perceptível que o consumidor sinta os relevos da base do selo. A designer promete que irá continuar estudando a viabilidade de desenvolver uma gelatina à base de plantas para ser utilizada em embalagens de frutas, legumes e verduras.
bump-mark-04
O Bump Mark foi o trabalho de conclusão de curso da designer, que agora concorre ao prêmio Dyson Awards de 2014.


Facebook Twitter e-mail

Tags: , , ,  | Sem Comentários » | agosto 27th, 2014

A nova CEB+D

Estamos de casa nova, time novo e, também, novo conceito. Venha conhecer a nova sede e tomar um chá conosco.

 

CEB+D Agência de Brading from CEB+D on Vimeo.

 

Somos uma “Agência Boutique”, e nos orgulhamos disso. Aqui, o nosso relacionamento com os clientes é feito de forma completamente única e personalizada, nos atemos sempre às necessidades reais das marcas, entendendo seus objetivos, mergulhando fundo na sua essência e imaginando novos cenários de expansão. Nosso espaço é intimista, integrado, multidisciplinar e faz com que todos se sintam em casa, traduzindo aquela sensação de ser único, que só um relacionamento cuidadoso é capaz de criar.

Nos diferenciamos das agências mega estruturadas, globais, sem cara, que oferecerão soluções genéricas no mesmo tempo que se espera um pastel no balcão. Somos especialistas em Branding e Design, estudamos a fundo o cenário atual e desenvolvemos projetos que ajudarão a fomentar ainda mais a sua marca. Todos os nossos clientes são atendidos da mesma forma, independente do seu budget ou quantidade de trabalhos solicitados. Aqui, prezamos pela qualidade e não pela quantidade. Confira o que fazemos aqui.

Venha nos conhecer e ver o que podemos fazer pelo seu negócio.

 

Facebook Twitter e-mail

Tags:  | Sem Comentários » | agosto 18th, 2014

FOURSQUARE E SEU NOVO CONCEITO E FUNCIONALIDADE. Por Matheus Pinto

foursquare

Se você usa o Foursquare, deve ter reparado que ele mudou de interface e identidade visual nesta última quinta-feira, 07, e que há cerca de um mês implantou seu novo aplicativo, o Swarm. A empresa contratou a agência de design Red Antler e trabalharam juntas para desenvolver o aplicativo e também criar sua nova marca (Swarm), além de redesenhar a marca principal. E, se você está curioso para saber o que isso muda na sua vida, compreenda as novas funcionalidades dos aplicativos.

RedAntler-Foursquare-Swarm-01

O bom e velho Foursaquare migrou algumas das suas funções para a nova rede, agora o Swarm é o responsável pelos check-ins, te permite saber o que seus amigos estão fazendo em tempo real, quais são os amigos mais próximos de você, e criar planos com eles. Já o Foursquare ficou responsável por receber as resenhas, críticas e fotos dos locais por onde você vai, garantir que suas listas de lugares preferidos fiquem salvas e disponíveis a qualquer momento, te permite encontrar e descobrir os estabelecimentos mais próximos, os separando por categorias.

Mas, o que realmente importa aqui é a reformulação da marca e o lançamento da nova. Segundo o sócio e diretor criativo da Red Antler, o senhor Simon Endres, a marca Foursqaure precisava de uma mudança significativa que gerasse grande impacto nos usuários existentes e potenciais da marca. Já a elaboração da nova marca devia ser completamente diferente da já existente, “[...] um salto gigante em todos os sentidos, criar uma marca que fosse igualmente ousada. [...] criar algo que tenha pouco ou nenhum vestígio da marca anterior”, como afirma o designer responsável pelo projeto, o senhor Mike Mcvicar.

RedAntler-Foursquare-Swarm-05

Para desenvolver a identidade de ambas as marcas, os responsáveis pelo projeto desenvolveram marcas icônicas, que seriam reconhecíveis mesmo em 16×16 pixels de tamanho. Mcvicar defende que o monograma ‘F’ realmente bate em uma série de conceitos fundamentais da marca Foursquare, é uma bandeira ou um pino que significa explorar, descobrindo e conquistando novos lugares, e também reflete o seu modo divertido de descobrir coisas novas ao seu redor e seu nível de sofisticação e eficiência.

RedAntler-Foursquare-Swarm-08RedAntler-Foursquare-Swarm-17

Para o sócio e diretor de estratégia da Red Antler, o senhor Heyward Emily, as mudanças na marca Foursquare vão tornar mais claros os objetivos da empresa, de forma inteligente e eficaz, ou seja, ser a referência mundial em descoberta de novas coisas e novos mundos ao seu redor. “Quando as pessoas pensarem em Foursquare, pensarão em descobertas e não em check-ins. Com a evolução do aplicativo e aperfeiçoamento dos novos recursos, os usuários irão reparar isso de forma mais clara.”, afirma. Heyward ainda ressalva que o Swarm assumirá a responsabilidade plena sobre os check-ins, sendo mais jovial e descontraído, tanto em conceito de marca, quanto em identidade visual.

Fonte: Red Antler <http://redantler.com>. Acessado em 08 de agosto de 2014.

Facebook Twitter e-mail

Tags: , , , ,  | Sem Comentários » | agosto 13th, 2014

Design Social, é realmente social ou é apenas mais um rótulo? Por Matheus Pinto

designsocial

Esse é um tema que, ainda hoje, não é muito abordado nas grandes rodas de discussões sobre design, tanto no Brasil quanto no Mundo. O tema é muito mais complexo, abrangente e polêmico do que se pode imaginar.

Você sabe o que realmente é “Design Social”? O termo foi popularizado no Brasil como “Design de Caráter Social” em 2004, com o lançamento de um concurso que carregava o mesmo nome. O enfoque do tal concurso, voltado apenas para universitários, era popularizar o concurso no mercado interno e fazê-lo chegar aos segmentos mais carentes da sociedade. Mas o que seria popularizado no mercado interno voltado para o terceiro setor? A princípio, pensou-se e em veículos para coleta de materiais recicláveis e mobiliário urbano para municípios históricos, e aí as ideias foram evoluindo e abrangendo mais e mais segmentos de “produtos” que, de uma forma ou de outra, beneficiariam a sociedade. O principal intuito do concurso era fazer com que os futuros profissionais refletissem sobre o papel social do design na busca de melhorias para a qualidade de vida das pessoas.

O design em si abrange âmbitos além do social, e está fortemente ligado ao setor econômico. O quesito social pode se tornar um tanto quanto controverso quando é levado em consideração que a força motora do reconhecimento do design é o fator econômico, mas esse impasse pode ser “neutralizado” quando confrontada a definição da palavra design, que, segundo o dicionário Michaelis, é “1. Concepção de um projeto ou modelo; planejamento. 2. O produto deste planejamento”. Ou seja, segundo o dicionário, design é um produto resultante do planejamento, e esse é responsável pelo destino final do objeto design. Será que é somente isso? Design é muito mais do que um simples produto planejado, ele é um processo, e é esse processo aliado ao planejamento que, efetivamente, definirá o cunho social do design.

Tendo ciência de que design é processo, seu ‘cunho social’ agora se torna um pouco mais complexo do que simplesmente idealizar/planejar um projeto socialmente responsável, que se preocupa única e exclusivamente com o seu resultado final. Ou seja, tal projeto não deve se preocupar apenas com o seu resultado, mas também deve se preocupar com o processo que definirá esse resultado. Portanto se este não for socialmente justo ou ecologicamente correto, o projeto não pode ser efetivamente considerado de caráter social ?.

Responsabilidade Social está intimamente ligada à Sustentabilidade e à Ecologia. Durante muito tempo classificou-se sustentabilidade como algo ligado a ecologia e responsabilidade social como algo ligado as pessoas. Muitos autores usam, atualmente, o termo responsabilidade social com uma forma mais ampla e contemporânea de definir todo o espectro que envolve a discussão: ecológico e social.

O design social, ou “socialmente responsável”, enquanto produto físico, só pode ser assim considerado se o seu processo de confecção é ecológico e socialmente responsável. Exemplificando, se uma ONG oferece uma sacola ecológica como produto para manter seus projetos, e recebe uma demanda duas vezes superior à sua capacidade de produção, e a aceita sem aumentar o número de colaboradores, esse processo de confecção dos produtos se torna exaustivo e muitas vezes excede a jornada de trabalho. Ou seja, o processo do design enquanto produto deixou de ser socialmente responsável, mas o conceito (planejamento inicial) da ONG ainda é de caráter social, pois o dinheiro das vendas será revertido em benefícios para a comunidade. E aí vai a pergunta, esse exemplo pode ser considerado como Design de Caráter Social?

Poderíamos citar inúmeros outros exemplos, como um grupo de pessoas que compra brinquedos no comércio popular, provavelmente todas importados da China, e distribuem em comunidades carentes sob a alcunha social. O brinquedo em questão não teve nenhum tipo de responsabilidade social ou ecológica no seu processo de confecção. Na nossa concepção, esses modelos não podem, e muito menos devem ser considerados como Design Social. No máximo, filantrópicos. Design Social é um produto pensado para a sociedade, com processo sustentável (tanto social quanto ecológico), aliado a benefícios econômicos.

Agora entramos novamente no quesito econômico da questão, se é que em algum momento saímos dele, e, segundo a arquiteta e designer gráfica Ruth Klotzel“o design floresce [no panorama econômico], algumas vezes como equivocada manifestação fashion, efêmera, mas cada vez mais também com um enfoque democrático.  Democrático no sentido de perceber as próprias necessidades locais, de seu povo, abrindo espaço para a auto determinação”. Ou seja, design social é democrático, pois além de identificar os problemas e as deficiências da sociedade, ele se preocupa em transformá-los sendo intimamente sustentável.

Mas, esse assunto não termina por aqui, pois ainda há muito que dizer sobre o tema, e também explicar que há empresas e entidades que desenvolvem design de caráter social, mas não sabem que o fazem e muito menos o vendem como tal. Há outras questões sobre como devemos categorizar essa vertente do design, se é realmente uma vertente, ou se deve ser categorizado. Mas, o que podemos resumir sobre o Design Social é que deve ser considerado no planejamento inicial, o respeito com o meio ambiente, oferecer soluções às exigências do consumidor e ser socialmente engajado e comercialmente justo. Acompanhe o próximo post e descubra um pouco mais sobre o caráter social do design.

 

Fonte:

DESENVOLVIMENTO, Ministério do. Concurso Design de Caráter Social <http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=2&noticia=6224>. Acessado em 28 de julho de 2014.

DESENVOLVIMENTO, Ministério do. O Programa Brasileiro de Design. <http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=2&menu=4149>. Acessado em 28 de julho de 2014.

BRASIL, Design. PBD – Programa Brasileiro do Design <http://www.designbrasil.org.br/design-em-acao/pbd-programa-brasileiro-design>. Acessado em 28 de julho de 2014.

SOCIAL, Instituto de Design. Contextualização do Design Social <http://www.overbranddesign.com.br/antes/ids/designsocial.php>. Acessado em 28 de julho de 2014.

EDU, Academia. Experiências divertidas: visões sobre um design com caráter social <http://www.academia.edu/6974151/Experiencias_divertidas_visoes_sobre_um_design_com_carater_social>. Acessado em 28 de julho de 2014.

DESENVOLVIMENTO, Ministério do. Design social beneficia ofício de catador. <http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=2&noticia=6382>. Acessado em 28 de julho de 2014.

INFINITO, Estúdio. Design no Brasil hoje <http://www.estudioinfinito.com.br/site/?page_id=64 >. Acessado em 28 de julho de 2014.

Facebook Twitter e-mail

Sem Comentários » | agosto 3rd, 2014

Flat Design. Mais uma ‘modinha’, tendência, ou um conceito válido para sua marca? por Matheus Pinto

Flat Design

Quando pensamos em marca, pensamos logo em associá-la a um ícone gráfico para que todos possam lembrar visualmente dela, e o design propõe inúmeras tendências para que isso seja possível. A última forte tendência foi o ‘Flat Design’, mas será que ele é realmente válido para qualquer marca? Ele é realmente válido para sua marca?

Antes de falarmos do tal Flat Design, vale lembrar que o próprio conceito de tendência pode apresentar algumas sérias armadilhas. Tendências são ideias, manifestações, essencialmente passageiras, transitórias e muitas vezes datadas. Se pensarmos que uma identidade visual, uma representação gráfica de um conceito deve ser pensada para durar (tudo bem, cada vez menos…) talvez, a última coisa com que devemos estar preocupados é com a tendência vigente, mas vamos ao assunto do post!

 

O que é o tal FLAT DESIGN?

Sintetizando o conceito, Flat Design é a eliminação dos elementos visuais tidos como desnecessários para a funcionalidade da peça. Explicando melhor, os defensores do F.D. argumentam que as GUIs (interfaces gráficas de usuários) têm que ser mais limpas e inteiramente funcionais, ou seja, deixar de lado as bordas, sombras, reflexos e os gradientes. Claro que isso é mais velho que andar pra frente, se pensarmos no modernismo, na turma de ULM, tudo era Flat Design. Porém com o advento maravilhoso dos softwares de design, surgiu toda uma geração de pirotecnias e os mais diversos tipos de excessos, e depois o ciclo voltou ao início com o povo de UX querendo matar todo mundo que usasse qualquer tipo de efeito.

Se aplicarmos esse conceito ao ambiente virtual, e também dos smartphones, a visualização da ideia se torna mais simples. Por exemplo, o Google Now, que usa um sistema parecido com cartões para mostrar as informações ao usuário, utiliza a tendência Flat Design. Os cartões destacam as informações em tamanho padronizado, o que facilita ao usuário saber o que está lendo. Outro exemplo é o Windows 8, que também destaca as informações em pequenos quadrados e com cores diferenciadas.

 

 

Google Now – Modelo de Interface

Windows 8 – Modelo de Interface

 

Mas e aí, faz sentido pra sua marca?

Agora que já ficou mais fácil compreender essa tendência, até pra entender que não é exatamente uma tendência, é válido questionar se ela pode ser aplicada à sua marca, sem deixar perdido seu posicionamento estratégico. É inegável afirmar que o Flat se estenderá por mais um período de tempo nas nossas vidas, mas em breve surgirá uma tendência pós-modernosa que revogará os conceitos estabelecidos pelo Flat, ou não. Podemos citar uma lista de inúmeras empresas que adequaram sua identidade visual à essa tendência, desde o digital até os impressos de papelaria.

Mas, ao invés de citarmos as empresas que aderiram à tendência, e fazer uma análise sobre suas identidades alinhadas com seus posicionamentos, apresentaremos o estudo feito pelo designer brasileiro, Leandro Urban, que ficou conhecido mundialmente após ter aplicado tal conceito nos emblemas das 31 seleções que jogarão no campeonato mundial de futebol de 2014.

Em seu projeto minimalista, Urban apresentou o estudo sobre o emblema das federações esportivas, se fossem desenvolvidos em Flat Design. Confira o resultado.

Leandro Urban – Emblemas das seleções

 

Observando atentamente o estudo desenvolvido por Urban, temos um panorama sobre o comportamento da tendência Flat Design em antigos símbolos. A ausência de informações na identidade visual pode ser algo prejudicial para a marca já consolidada, ainda mais se essa mudança for drástica. E isso não se aplica somente à essa tendência em específico, mas à qualquer mudança visual.

Todas as peças criadas possuem os nomes das seleções, pois em algumas é quase impossível saber de qual país trata, ainda mais se o observador não for nenhum fã fanático de futebol.

Um conceito que pode servir para essa discussão é o que o dinamarquês Martin Lindstrom chamou de “marcas quebráveis”. Uma marca é “quebrável” quando, mesmo desconstruída, ainda é reconhecível. Imagine uma garrafa de Coca-Cola espatifada no chão, provavelmente, mesmo através de um pequeno fragmento da garrafa, você reconheceria a marca e dificilmente a confundiria com a Guaraná Antártica, por exemplo. Ou seja, em uma identidade visual realmente forte, é possível cometer alguns exageros de minimalismo, noutras nem tanto…

É realmente válido aderir essa tendência à sua marca? Faz sentido sair correndo atrás de um designer para “limpar” seu logotipo? A resposta não é tão simples, ela passa pela pergunta de sempre: O que a sua marca representa? Qual a essência dela? Talvez seja realmente a hora de mudar sua identidade. Só não faça isso por influência dessa ou de qualquer tendência, afinal elas passam…

#Curiosidade

O conceito Flat Design voltou a discussão em meados de junho de 2013, devido às especulações sobre o lançamento do sistema iOS 7, que deixou de lado as sombras e as dimensões 3D dos itens do aparelho.

Referências

BETSKY, Aaron, e EEUWENS, Adam. False Flat, why dutch design is so good. Holanda. Editora: Phaidon, 2004.

ALUGUEL, Designer de. Flat Design Brasileiro < http://www.designerdealuguel.com.br/flat-design-brasileiro>. Acesso em 09 de junho de 2014.

DEVIANTART. Google Now <http://vinod221091.deviantart.com/art/Google-now-410080356>. Acesso em 09 de junho de 2014.

LINDSTROM, Martin. A Lógica do Consumo

TECHMUNDO. Windows 8 <http://www.techtudo.com.br/tudo-sobre/s/windows-8.html>. Acesso em 09 de junho de 2014.

Facebook Twitter e-mail

Tags: , , , ,  | Sem Comentários » | junho 11th, 2014

Sustentabilidade. Será que hoje em dia as empresas são realmente sustentáveis? Por Matheus Pinto

 

De alguns anos para cá, os conceitos sustentabilidade, reutilização de objetos, ecologia e reciclagem, estão ganhando cada vez mais força. Mas será que pessoas e empresas que se comprometem a seguir esses conceitos, os aplicam de forma eficiente no seu dia a dia?

Recentemente, a Coca-Cola lançou o projeto "Second Lives", segunda vida em português, como parte do seu programa global de sustentabilidade. O projeto abrange hoje apenas o Vietnã, futuramente englobará as regiões da Tailândia e Indonésia, mas o mote principal consiste em dar uma nova chance para as embalagens vazias dos produtos da marca. Essa foi a tentativa da empresa para ajudar o programa do governo local, chamado "Tornando o mundo mais limpo".

 "O Vietnã enfrenta diversos problemas, como o desmatamento ilegal, incêndios selvagens incontroláveis, perda de terras, uso inadequado de água e recursos minerais e uma crescente poluição ambiental", como afirma Bui Cach Tuyen, vice-ministro de recursos naturais e ambiente do país.

Segundo a avaliação de 2013 do Banco Mundial, a poluição custa ao país 5,5% de PIB vietnamita. O governo também tem de gastar cerca de US$ 780 milhões por ano com saúde pública por males causados por ela. A tentativa da Coca-Cola visa contribuir para a diminuição desse cenário, e desenvolveu 16 cápsulas que são acopladas às garrafas e propõe a utilização como borrifador, bisnaga para condimentos, luminária e outros formatos. Mas, nos perguntamos até que ponto isso é realmente sustentabilidade.

Segundo o dicionário Michaelis, sustentabilidade é a qualidade de ser sustentável. E sustentável é aquilo pode ser sustentado. Ou seja, chega-se no verbo Sustentar, que dá o sentido de: conservar-se firme; equilibrar-se; não cair; não mudar de posição; suster-se (vpr5). Logo, sustentabilidade é algo que tem que se conservar firme na intrinsidade do seu conceito, que é "reduzir os impactos ambientais e promover o reuso consciente de recursos naturais, além de estar diretamente ligada com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana".

Mas, na prática, o quê isso quer dizer? Quer dizer que o conceito promove a exploração de áreas ou o uso de recursos planetários (naturais ou não) de forma a prejudicar o menos possível o equilíbrio entre o meio ambiente e as comunidades humanas e toda a biosfera que dele dependem para existir.

Agora, fazendo o link com o Projeto Second Live da Coca-Cola, é realmente válido classificá-lo como sustentável, sendo que eles utilizaram recursos naturais, como água e energia elétrica para a confecção das cápsulas que se acoplam às garrafas, sem contar a utilização dos recursos humanos para a confecção dos mesmos. Essa ação não diminui os impactos ambientais, pois a produção da embalagem plástica do produto continuará em escala normal, podendo até se elevar se a ideia do uso das cápsulas for bem aceita pela população.

Sustentabilidade não é dar outra utilidade descartável para um produto, pois quando a embalagem da garrafa usada como arminha de água pelas crianças estiver velha e amassada, ela será substituída por uma embalagem recém esvaziada. O consumo dos recursos naturais e humanos para a produção continuará o mesmo, e a embalagem velha e amassada será descartada em qualquer lugar, como vem acontecendo no Vietnã.

Um bom argumento sobre os diferentes paradigmas de soluções sustentáveis pode ser visto no filme "The history of solutions"

É válido realmente classificarmos ideias como essas como sustentáveis? Ou devemos classificá-las como formas criativas de reutilização das embalagens dos produtos? Não podemos negar, a ideia de criar cápsulas que se acoplam às embalagens é bem criativa, mas todos nós conhecemos alguém que já deu outro uso para suas velhas garrafas PET, inclusive se você não guardou água na geladeira em uma garrafa de refrigerante vazia, conhece alguém que já o fez.

E, como forma de refletir e gerar questionamentos, deixamos em aberto a questão sobre como seria o modelo de sustentabilidade efetivo para solucionar problemas sociais, como é o caso do descarte incorreto do lixo reciclável.

Reflita e se questione.

Referências

COCA-COLA, Second Lives <https://www.youtube.com/watch?v=rWgCQgzJOU4>. Acesso em 03 de junho de 2014.

POLLUTION, Environment. <http://english.vietnamnet.vn/fms/society/86694/environment-pollution-costs-3–of-gdp-in-vn.html>. Acesso em 03 de junho de 2014.

 THE HISTORY OF SOLUTIONS http://storyofstuff.org/movies/the-story-of-solutions/ Acesso em 03 de junho de 2014

Facebook Twitter e-mail

Tags: , , , , , ,  | Sem Comentários » | junho 4th, 2014