Branding para Startups

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O termo mais ouvido, no mundo dos negócios, nos últimos tempos é startups.

Sim, num primeiro momento, pode parecer simples definir o termo. Os mais leigos no assunto diriam: startups são empresas que estão começando. Sim, não deixa de ser uma possível definição, mas isso seria um tanto raso, existem outros tantos valores e classificações que definem uma empresa startup.

Na verdade startup, sempre foi sinônimo de iniciar uma empresa e coloca-la em funcionamento, mas para entender como a expressão somou outras possíveis definições é preciso voltar dezoito anos no tempo.

Mais precisamente em 1996. Ano em que o mundo assistia ao nascimento da ovelha Dolly, o animal que virou símbolo da evolução científica por ser o primeiro mamífero clonado a partir de uma célula adulta.

Ano em que o Brasil tentava desvendar a misteriosa morte de PC Farias, que por meses a fio ocupou as capas dos principais veículos de comunicação, assim como a trágica morte dos integrantes do grupo Mamonas Assassinas.

Mas outro acontecimento mudaria para sempre os rumos da comunicação e do relacionamento entre pessoas, entre marcas e empresas. O fenômeno da “bolha da internet” crescera em tamanha proporção que ultrapassou fronteiras, até que a onda gigante desaguasse em terras tupiniquins.

E foi assim que, dentre outras tantas coisas, o termo startup começou a ser usado aqui.

Nesse início, a definição surgiu como um grupo de pessoas que trabalhava com uma ideia diferente, que aparentemente poderia fazer dinheiro.

Com o passar do tempo, o mundo dos negócios foi ampliando ainda mais esse leque. Os mais conservadores dizem que qualquer pequena empresa em seu período inicial pode ser considerada uma startup, outros defendem que uma startup é uma empresa com custos de manutenção muito baixos, mas que consegue crescer rapidamente e gerar lucros cada vez maiores.

Para o Sebrae, startup é uma empresa nova , até mesmo embrionária ou ainda em fase de constituição, que conta com projetos promissores, ligados à pesquisa, investigação e desenvolvimento de ideias inovadoras.

Outra definição, que parece satisfazer diversos especialistas e investidores é: uma startup é formada por um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza. Apesar de sucinta, a definição envolve diversos conceitos.

Quando falamos em gerar valor com um modelo de negócio que permita isso, falamos literalmente como transformar o seu trabalho em dinheiro, o fato desse negócio ser repetível significa que a empresa startup deve ser capaz de entregar o mesmo produto em escala potencialmente ilimitada, sem muitas customizações ou adaptações para cada cliente.

O ser escalável é o sucesso de uma startup. Crescer em receita ao mesmo tempo que os custos aumentam lentamente. Isso proporciona um acúmulo de lucros e gera mais riqueza.

E por fim tudo isso num cenário de extrema incerteza, extrema incerteza ? Sim, não há como afirmar se aquela ideia ou projeto de empresa irá realmente dar certo.

Para corroborar tal afirmação, uma recente pesquisa divulgada pela Fundação Dom Cabral ( FDC), mostra que 25% das startups brasileiras não sobrevivem a um ano de existência, ou seja, uma a cada quatro morre nos doze primeiros meses.

Mas por que?

Vários são os fatores :

O capital que se tem para abrir a empresa, por exemplo. A pesquisa ouviu quem tinha dinheiro para apenas um mês de vida e quem tinha capital de giro e fôlego até um ano. E pasmem, quem tinha fôlego para aguentar o primeiro ano tem 3,2 vezes mais chances de falir do que aquelas que só têm dinheiro para um único mês. Segundo a pesquisa a explicação é: investir uma grande quantidade de recursos na startup antes dela começar a faturar aumenta as chances de insucesso e indica que, para essas empresas, o melhor é ter foco na realidade do mercado.

Mas, um outro dado da pesquisa chama ainda mais atenção.

Os pesquisadores descobriram que as chances de fracasso de uma startup aumentam quando a empresa tem muitos sócios.

A cada sócio que se dedica integralmente ao negócio, a chance de dar errado aumenta em 1,24 vez. De acordo com a Fundação Don Cabral muitas vezes, os interesses pessoais e profissionais dos sócios não convergem, resultando em problemas de relacionamento.

Parece óbvio que os sócios tenham que ter o mínimo de afinidade para abrir um negócio juntos, mas às vezes acreditar na mesma ideia não significa trilhar o mesmo caminho e aí que mora o perigo.

A palavra chave que pode servir de antídoto para diluir qualquer problema de relacionamento entre sócios é: Alinhamento.

Tradicionalmente as startups não se preocupam com branding, por uma simples questão, elas ainda não sabem exatamente qual será o seu negócio. No universo startup é comum ouvir a expressão “pivotar”, que significa que a nova empresa precisa procurar outro modelo, outro produto ou até outro objetivo para seu negócio dar certo.

Acredito, e temos visto essa preocupação nas conversas com os jovens empreendedores ( e não tão jovens também) que cada vez mais as startups começam alinhadas com um propósito. Esse propósito, que é diferente de essência da marca, é geralmente o que liga as pessoas que estão no empreendimento, ou pelo menos deveria ser.

Outra coisa que se ouve muito é que os projetos de startups vão arrebanhando gente e quando se dão por conta não se sabe mais como lidar com esse bando de sócios. Aí o branding pode ajudar também. Nessas horas um simples “porque?” pode resolver a situação. Porque vocês estão nesse negócio? pergunta simples e auto seletiva assim! A resposta automática não conta: ganhar dinheiro, quero a segunda resposta, o que motiva cada um a estar ali!, como o Caio Esteves disse no último seminário sobre startups que participou.

Essa é uma colaboração do branding no processo, as vezes esquizofrênico, das startups. Entender o que motiva os sócios, ajudar a criar o alinhamento, a cola entre esse grupo de pessoas.

Dessa forma, teremos uma “idéia comum” que é muito diferente de uma “idéia única”. Essa idéia comum pode otimizar esforços, afinar o time e ser o primeiro passo para uma proposta de marca.

Foi pensando nesse ritmo frenético das startups que aprimoramos o programa chamado startup branding da CEB+D que agora conta com uma ferramenta chamada BETABRANDING.

O BETABRANDING é uma metodologia nova da agência que adequa a nossa dinâmica colaborativa de branding as necessidades específicas das startups.

Nesse programa você terá velocidade, dinamismo nas correções de rota e trabalhará sempre com sua proposta de marca também em beta, assim como você trabalha a sua empresa!

Dessa forma só fechamos sua proposta de marca quando você definir seu negócio e enquanto isso você tem a tranquilidade e segurança de apresentar seu projeto de forma correta e profissional, sem arcar com os custos de um projeto de marca completo nesse período inicial de incerteza.

 

 

 

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Sem Comentários » | outubro 15th, 2014

Place branding e Placemaking. O que são e como se completam?

 

Parque Porto Madero

Parque Porto Madero

 

No  começo de Outubro aconteceu o congresso “Future of Places” em Buenos Aires, na Argentina. Esse foi o segundo de uma série de 3 encontros internacionais para a discussão de placemaking. Infelizmente, por uma série de compromissos profissionais, não pude participar da primeira edição em Estocolmo no ano passado, mas a proximidade com o evento facilitou bem a vida esse ano.

Mas antes de tudo, o que é placemaking?  Para a organização sem fins lucrativos PPS ( Projects for public spaces) placemaking é :

“ Ao mesmo tempo uma ideia abrangente e uma ferramenta prática para melhorar um bairro, cidade ou região, uma abordagem transformadora que inspira as pessoas a criar e melhorar os seus locais públicos. Placemaking fortalece a conexão entre as pessoas e os lugares que eles compartilham. Mais do que apenas a criação de uma melhor concepção urbana de espaços públicos, placemaking facilita padrões criativos de atividades e conexões (culturais, econômicos, sociais, ecológicos) que definem um lugar e apoiar sua evolução contínua.

 http://www.pps.org/reference/what_is_placemaking/ 

Podemos dizer que o placemaking é uma filosofia de transformação de espaços públicos através da articulação da sociedade. Em contra partida ao urbanismo “modernista”, tradicionalmente vinculado a figura do arquiteto/urbanista criador, dono de uma verdade inquestionável, o placemaking trabalha na esfera local, pontual, ou como disse Cecília Martinez “ Precisamos perguntar as pessoas como elas querem viver e não assumir que nós sabemos como elas querem viver”. Outra citação famosa e que se encaixa nessa discussão se refere ao projeto de Brasília, duramente criticado por um dos pensadores da disciplina, Jan Gehl:

“O projeto é feito para ser visto de cima, como se o arquiteto soltasse os projetos de um avião. Ninguém se preocupou em saber como é a vida lá embaixo”
Tradução livre do depoimento dado no filme Urbanized

Aliás, essa crítica criou um outro conceito famoso “ A síndrome de Brasília”. Para Jan Gehl, placemaking é construir cidades para pessoas.

A primeira vez que li esse termo me lembrei instantaneamente da minha primeira visita a Brasília ( na verdade foi a segunda, havia ido muito tempo antes, longe de sonhar com a ideia de me tornar arquiteto) ainda estudante de arquitetura e da dificuldade que tive ao tentar atravessar a pé ( vejam só que ideia mais estúpida) o canteiro central do eixo monumental. Tive essa mesma ideia estúpida uma outra vez, uns 10 anos depois e fui atropelado por uma coruja, no meio do canteiro, mas essa é outra história…

Num momento onde a cidade de São Paulo discute a implantação de ciclovias, e de um novo plano diretor, com depoimentos apaixonados prós e contras, a discussão do placemaking parece ser ainda mais pertinente. Essa “filosofia” propõe a discussão sobre o modelo de cidade que queremos, o modelo de desenvolvimento que queremos, enfim, como queremos viver nas nossas cidades.

No congresso era evidente o desconforto com a relação atual entre as cidades e carros, para Fred Kent, “Quando projetamos uma cidade/país em torno dos carros, nós teremos mais carros”

Provavelmente não por acaso o evento desse ano ocorreu em Buenos Aires. Mesmo ao sair do hotel onde o evento acontecia e me deparando com uma avenida extremamente larga ( 9 de julio), era fácil perceber porque B.As é uma “walkable City”. O micro centro, bairros como Palermo, San Telmo, a implantação de quilometros de ciclovias, e de um sistema de transporte público( baseado no Transmilênio colombiano, que é baseado no sistema curitibano), o comércio no térreo, tanto em bairros populares quanto em bairros nobres, a vida na rua…sim, Buenos Aires é e continua sendo uma cidade vibrante, o que automaticamente causa uma certa inveja a todos os brasileiros presentes no evento…

Mas, não é apenas sobre a qualidade urbana que o tema trata, ele insere lugares no mapa com suas verdadeiras vertentes de interesse, em outras palavras, ele exalta e trabalha o que a cidade ou bairro tem a oferecer à população, e também a seus visitantes, seus principais “produtos e serviços”. Se pensarmos nas cidades como marcas, a compreensão do tema pode tomar outra dimensão.

Mas e o que tudo isso tem a ver com branding? Ainda não está óbvio? O pensamento de placemaking, assim como o branding, começa de dentro pra fora. Os lugares criados devem necessariamente representar os anseios da comunidade e com isso sua identidade !!! Nesse sentido o Place Branding é mais uma ferramenta poderosa de engajamento comunitário.

Para António Manuel Leite Rebelo, o place branding pode colaborar para:

- a diferenciação do lugar;

- facilitar o processo de escolha no processo de atração de investimentos;

- identificar, proteger e divulgar culturas;

- identificar, proteger e divulgar tradições;

- dar uma identidade que eventualmente ainda não tenha a uma localidade ou uma região;

- divulgar a localidade;

- atrair investimento;

- ser marca umbrella para os produtos e serviços locais que vão ser disponibilizados

Imaginamos que o Place Branding também pode:

- Fortalecer a identidade local e suas características distintivas

- Alinhar/ construir uma carga conceitual e simbólica capaz de engajar a população em torno de uma mesma ideia e criar senso de pertencimento, fortalecendo o senso de lugar.

- Alinhar conceitualmente a percepção interna ( moradores) e percepção externa ( visitantes)

- Criar um engajamento entre governantes, negócios locais e sociedade civil em uma visão comum capaz de integrar grupos de pessoas.

- Historicamente, o Place Branding vem sendo tratado como uma ferramenta de atração de turistas, muito relacionada a “Marca-destino” ( Destination Branding).

Assim como acreditamos que todas as marcas possuem características distintivas, algo que lhes é nato, e que as vezes está em camadas bem superficiais da personalidade e outras escondidas nas profundezas do caráter, os lugares também possuem essas características. Dessa forma não acredito que seja necessário ter uma Torre Eifell para ser uma “marca lugar”, assim como não se precisa de enormes avenidas para ser uma cidade.
Mas, para gerir a marca de uma localidade é necessário compreender seus atributos, suas particularidades, cultura, valores, histórias e etc. É necessário compreender a fundo suas funcionalidades (aspectos tangíveis) e seus valores (aspectos intangíveis), pois são eles que irão fortalecer esse lugar/marca e também contribuir para o seu “sucesso”. 

São esses aspectos que determinam as experiências, positivas ou negativas, de um lugar. As experiências engajam a população, e, é a percepção desta população que reforça a reputação do lugar, ou seja, ela deve torna-se a principal defensora de uma marca-lugar. Da mesma forma, os visitantes também devem se relacionar com o lugar. Uma experiência única, coerente e coesa, alinhada entre interior/ exterior, morador e visitante, reforça a característica de uma marca-lugar.

Esse alinhamento de experiências e impressões, inclusive me faz questionar o uso e desenvolvimento de Identidades Visuais turísticas para as cidades. Buenos Aires mesmo, tem uma identidade visual turística ( B.A em todo está vos). Claro que os brasões que representam as cidades talvez não sejam a representação gráfica ideal capaz de “encantar” ( odeio essa expressão) turistas e moradores. Se pensarmos, através da perspectiva do branding, não faz nenhum sentido identidades visuais diferentes, não é verdade? Pois é, identidade visual não é, necessariamente, branding.

Diante dessa reflexão, podemos concluir que Placemaking e Place Branding são disciplinas complementares, sendo a segunda capaz de reforçar e comunicar características distintivas dos lugares, que precisam ser lugares para poderem ser “marcas lugar”. Afinal não existe marca-lugar sem um lugar e não existe lugar sem “espírito”.

Nullus Locus Sine Genio

Gehl, Jan. Cidades para Pessoas. São Paulo. Perspectiva. 2013

Rebelo, António Manuel. A criação, gestão e monitorização de place branding para o desenvolvimento regional. Universidad de Santiago de Compostela, Espanha. Brandtrends 2013

PPS. http://www.pps.org/reference/what_is_placemaking/  acessado em 21/09/2014

Future of Places. Buenos Aires 2014.

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Tags: , ,  | Sem Comentários » | setembro 22nd, 2014

The Dancing Traffic Light

Esperar alguns minutos para atravessar a rua, em meio à correria do dia a dia, pode se tornar uma eterna tortura. Mas calma, e se houvesse uma atração enquanto isso, a espera seria mais agradável?

Ao invés de colocar sua vida em risco e tentar atravessar a rua no “sinal vermelho”, curta um som e dance um pouco com o Semáforo Dançante. Essa foi a proposta da estratégia desenvolvida pela agência de publicidade alemã, a BBDO, para a Smart de Portugal. Confira o vídeo:

Uma cabine foi instalada em uma praça, e os pedestres interessados podiam entrar e arriscar alguns passos de dança. Dois para lá, dois para cá, e conforme dançavam seus os movimentos eram transmitidos para um semáforo da cidade, fazendo com que o “bonequinho” vermelho reproduzisse os passos. Com uma trilha sonora divertida, as pessoas entraram no ritmo e, impressionantemente, 81% esperaram até o final do pequeno espetáculo do semáforo para poder atravessar a rua.

 

E você, esperaria o “bonequinho” terminar sua performance?

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Tags: , , ,  | Sem Comentários » | setembro 18th, 2014

Caio Esteves no II Seminário Startups e Novos Negócios

No dia 02 de outubro acontece, em São Paulo, o II Seminário Startups e Novos Negócios, realizado pela AMCHAM Brasil – Câmara Americana de Comércio – e o sócio-diretor da CEB+D, Caio Esteves, foi convidado para marcar presença no evento como um dos painelistas.

CAIO ESTEVES

O evento terá a presença de diversos convidados que irão debater temas pertinentes e imprescindíveis para quem está começando um novo negócio, tais como: Business Plan, atração e busca de investidores, formação e capacitação de equipes, lançamento e comunicação de novos negócios.

O encontro dará apoio e base aos empreendedores que estão iniciando, ou pretendem iniciar suas empresas, com exemplos reais de marcas de destaque que começaram sua história como startups, como a iFood e Wine. A CEB+D possui um programa voltado especialmente para empresas startups e considera que debates, como este, são essenciais para que novos empreendedores comecem sua jornada de maneira correta e assertiva. Confira a programação no site da AMCHAM, ainda dá tempo de se inscrever: http://bit.ly/1qAXChv.

 

Caio Esteves

Sócio-diretor da CEB+D, é formado em Arquitetura e Urbanismo e pós-graduado em Branding.. Atualmente é professor do MBA Branding Innovation em São Paulo.

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Tags: , , , , ,  | Sem Comentários » | setembro 11th, 2014

Agora tudo virou ‘for Work’ para a Google

A empresa norte americana soltou uma nota no seu blog oficial explicando o redirecionamento da marca. O presidente executivo Eric Schmidt garante a nova postura da marca, que há cerca de 10 anos oferece soluções para o setor empresarial. O seu serviço corporativo Google Enterprise será rebatizado de Google for Work.

Google for Work

O que efetivamente muda com esse reposicionamento da marca?

Todos os produtos e serviços da Google Inc. receberão a assinatura ‘for Work’, por exemplo, o email será Gmail for Work, a agenda será Calendar for Work, e por aí vai. Devemos esperar mais algumas mudanças no direcionamento da empresa. Especulações começam a ser feitas nas altas rodas de discussões, como um nova identidade visual, novos produtos e serviços, e outras novidades; mas nós teremos que esperar um pouco mais para descobrir as próximas mudanças.

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Tags: , , ,  | Sem Comentários » | setembro 4th, 2014

CEB+D | Startup Branding

Você sabe o que a Boutique tem? Descubra o que é o programa “Startup Branding”.

CEB+D | Startup Branding from CEB+D on Vimeo.

 

Acreditamos na disseminação do branding e design, e não vemos o tamanho do cliente ou budget. Nosso programa de incentivo às marcas que estão iniciando funciona para contribuir com o seu crescimento, sempre cientes do poder transformador e solidificador do branding e do design.

No programa Startup Branding, envolvemos a mesma metodologia dos programas extensos, porém com uma atuação restrita a um universo menos amplo, típico de uma empresa iniciante.

Venha bater um papo com a gente, e descobrir o que podemos fazer pela sua marca.

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Tags: , , , , , ,  | Sem Comentários » | setembro 2nd, 2014

Bump Mark, o selo que te ajuda com a validade dos produtos

Já pensou em uma etiqueta que te avisa se o seu produto não está tão saboroso quanto poderia estar há alguns dias atrás?

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Pois bem, a designer inglesa, Solveiga Pakstaite desenvolveu uma inteligente etiqueta que se altera de acordo com o prazo de validade dos alimentos. A ideia é reduzir o desperdício e oferecer um método mais eficaz para o controle de qualidade.
Pakstaite criou o Bump Mark – um selo composto de gelatina que se transforma à medida que os alimentos vão se degradando. Confira:

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O selo é colado no exterior de embalagens, e sua gelatina “estraga” na mesma velocidade que alimentos à base de proteína, já que possui uma composição biológica semelhante.A ideia é bem inteligente, pois a gelatina se degrada na mesma velocidade que o produto, tornando perceptível que o consumidor sinta os relevos da base do selo. A designer promete que irá continuar estudando a viabilidade de desenvolver uma gelatina à base de plantas para ser utilizada em embalagens de frutas, legumes e verduras.
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O Bump Mark foi o trabalho de conclusão de curso da designer, que agora concorre ao prêmio Dyson Awards de 2014.


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Tags: , , ,  | Sem Comentários » | agosto 27th, 2014

A nova CEB+D

Estamos de casa nova, time novo e, também, novo conceito. Venha conhecer a nova sede e tomar um chá conosco.

 

CEB+D Agência de Brading from CEB+D on Vimeo.

 

Somos uma “Agência Boutique”, e nos orgulhamos disso. Aqui, o nosso relacionamento com os clientes é feito de forma completamente única e personalizada, nos atemos sempre às necessidades reais das marcas, entendendo seus objetivos, mergulhando fundo na sua essência e imaginando novos cenários de expansão. Nosso espaço é intimista, integrado, multidisciplinar e faz com que todos se sintam em casa, traduzindo aquela sensação de ser único, que só um relacionamento cuidadoso é capaz de criar.

Nos diferenciamos das agências mega estruturadas, globais, sem cara, que oferecerão soluções genéricas no mesmo tempo que se espera um pastel no balcão. Somos especialistas em Branding e Design, estudamos a fundo o cenário atual e desenvolvemos projetos que ajudarão a fomentar ainda mais a sua marca. Todos os nossos clientes são atendidos da mesma forma, independente do seu budget ou quantidade de trabalhos solicitados. Aqui, prezamos pela qualidade e não pela quantidade. Confira o que fazemos aqui.

Venha nos conhecer e ver o que podemos fazer pelo seu negócio.

 

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Tags:  | Sem Comentários » | agosto 18th, 2014

FOURSQUARE E SEU NOVO CONCEITO E FUNCIONALIDADE. Por Matheus Pinto

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Se você usa o Foursquare, deve ter reparado que ele mudou de interface e identidade visual nesta última quinta-feira, 07, e que há cerca de um mês implantou seu novo aplicativo, o Swarm. A empresa contratou a agência de design Red Antler e trabalharam juntas para desenvolver o aplicativo e também criar sua nova marca (Swarm), além de redesenhar a marca principal. E, se você está curioso para saber o que isso muda na sua vida, compreenda as novas funcionalidades dos aplicativos.

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O bom e velho Foursaquare migrou algumas das suas funções para a nova rede, agora o Swarm é o responsável pelos check-ins, te permite saber o que seus amigos estão fazendo em tempo real, quais são os amigos mais próximos de você, e criar planos com eles. Já o Foursquare ficou responsável por receber as resenhas, críticas e fotos dos locais por onde você vai, garantir que suas listas de lugares preferidos fiquem salvas e disponíveis a qualquer momento, te permite encontrar e descobrir os estabelecimentos mais próximos, os separando por categorias.

Mas, o que realmente importa aqui é a reformulação da marca e o lançamento da nova. Segundo o sócio e diretor criativo da Red Antler, o senhor Simon Endres, a marca Foursqaure precisava de uma mudança significativa que gerasse grande impacto nos usuários existentes e potenciais da marca. Já a elaboração da nova marca devia ser completamente diferente da já existente, “[...] um salto gigante em todos os sentidos, criar uma marca que fosse igualmente ousada. [...] criar algo que tenha pouco ou nenhum vestígio da marca anterior”, como afirma o designer responsável pelo projeto, o senhor Mike Mcvicar.

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Para desenvolver a identidade de ambas as marcas, os responsáveis pelo projeto desenvolveram marcas icônicas, que seriam reconhecíveis mesmo em 16×16 pixels de tamanho. Mcvicar defende que o monograma ‘F’ realmente bate em uma série de conceitos fundamentais da marca Foursquare, é uma bandeira ou um pino que significa explorar, descobrindo e conquistando novos lugares, e também reflete o seu modo divertido de descobrir coisas novas ao seu redor e seu nível de sofisticação e eficiência.

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Para o sócio e diretor de estratégia da Red Antler, o senhor Heyward Emily, as mudanças na marca Foursquare vão tornar mais claros os objetivos da empresa, de forma inteligente e eficaz, ou seja, ser a referência mundial em descoberta de novas coisas e novos mundos ao seu redor. “Quando as pessoas pensarem em Foursquare, pensarão em descobertas e não em check-ins. Com a evolução do aplicativo e aperfeiçoamento dos novos recursos, os usuários irão reparar isso de forma mais clara.”, afirma. Heyward ainda ressalva que o Swarm assumirá a responsabilidade plena sobre os check-ins, sendo mais jovial e descontraído, tanto em conceito de marca, quanto em identidade visual.

Fonte: Red Antler <http://redantler.com>. Acessado em 08 de agosto de 2014.

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Tags: , , , ,  | Sem Comentários » | agosto 13th, 2014

Design Social, é realmente social ou é apenas mais um rótulo? Por Matheus Pinto

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Esse é um tema que, ainda hoje, não é muito abordado nas grandes rodas de discussões sobre design, tanto no Brasil quanto no Mundo. O tema é muito mais complexo, abrangente e polêmico do que se pode imaginar.

Você sabe o que realmente é “Design Social”? O termo foi popularizado no Brasil como “Design de Caráter Social” em 2004, com o lançamento de um concurso que carregava o mesmo nome. O enfoque do tal concurso, voltado apenas para universitários, era popularizar o concurso no mercado interno e fazê-lo chegar aos segmentos mais carentes da sociedade. Mas o que seria popularizado no mercado interno voltado para o terceiro setor? A princípio, pensou-se e em veículos para coleta de materiais recicláveis e mobiliário urbano para municípios históricos, e aí as ideias foram evoluindo e abrangendo mais e mais segmentos de “produtos” que, de uma forma ou de outra, beneficiariam a sociedade. O principal intuito do concurso era fazer com que os futuros profissionais refletissem sobre o papel social do design na busca de melhorias para a qualidade de vida das pessoas.

O design em si abrange âmbitos além do social, e está fortemente ligado ao setor econômico. O quesito social pode se tornar um tanto quanto controverso quando é levado em consideração que a força motora do reconhecimento do design é o fator econômico, mas esse impasse pode ser “neutralizado” quando confrontada a definição da palavra design, que, segundo o dicionário Michaelis, é “1. Concepção de um projeto ou modelo; planejamento. 2. O produto deste planejamento”. Ou seja, segundo o dicionário, design é um produto resultante do planejamento, e esse é responsável pelo destino final do objeto design. Será que é somente isso? Design é muito mais do que um simples produto planejado, ele é um processo, e é esse processo aliado ao planejamento que, efetivamente, definirá o cunho social do design.

Tendo ciência de que design é processo, seu ‘cunho social’ agora se torna um pouco mais complexo do que simplesmente idealizar/planejar um projeto socialmente responsável, que se preocupa única e exclusivamente com o seu resultado final. Ou seja, tal projeto não deve se preocupar apenas com o seu resultado, mas também deve se preocupar com o processo que definirá esse resultado. Portanto se este não for socialmente justo ou ecologicamente correto, o projeto não pode ser efetivamente considerado de caráter social ?.

Responsabilidade Social está intimamente ligada à Sustentabilidade e à Ecologia. Durante muito tempo classificou-se sustentabilidade como algo ligado a ecologia e responsabilidade social como algo ligado as pessoas. Muitos autores usam, atualmente, o termo responsabilidade social com uma forma mais ampla e contemporânea de definir todo o espectro que envolve a discussão: ecológico e social.

O design social, ou “socialmente responsável”, enquanto produto físico, só pode ser assim considerado se o seu processo de confecção é ecológico e socialmente responsável. Exemplificando, se uma ONG oferece uma sacola ecológica como produto para manter seus projetos, e recebe uma demanda duas vezes superior à sua capacidade de produção, e a aceita sem aumentar o número de colaboradores, esse processo de confecção dos produtos se torna exaustivo e muitas vezes excede a jornada de trabalho. Ou seja, o processo do design enquanto produto deixou de ser socialmente responsável, mas o conceito (planejamento inicial) da ONG ainda é de caráter social, pois o dinheiro das vendas será revertido em benefícios para a comunidade. E aí vai a pergunta, esse exemplo pode ser considerado como Design de Caráter Social?

Poderíamos citar inúmeros outros exemplos, como um grupo de pessoas que compra brinquedos no comércio popular, provavelmente todas importados da China, e distribuem em comunidades carentes sob a alcunha social. O brinquedo em questão não teve nenhum tipo de responsabilidade social ou ecológica no seu processo de confecção. Na nossa concepção, esses modelos não podem, e muito menos devem ser considerados como Design Social. No máximo, filantrópicos. Design Social é um produto pensado para a sociedade, com processo sustentável (tanto social quanto ecológico), aliado a benefícios econômicos.

Agora entramos novamente no quesito econômico da questão, se é que em algum momento saímos dele, e, segundo a arquiteta e designer gráfica Ruth Klotzel“o design floresce [no panorama econômico], algumas vezes como equivocada manifestação fashion, efêmera, mas cada vez mais também com um enfoque democrático.  Democrático no sentido de perceber as próprias necessidades locais, de seu povo, abrindo espaço para a auto determinação”. Ou seja, design social é democrático, pois além de identificar os problemas e as deficiências da sociedade, ele se preocupa em transformá-los sendo intimamente sustentável.

Mas, esse assunto não termina por aqui, pois ainda há muito que dizer sobre o tema, e também explicar que há empresas e entidades que desenvolvem design de caráter social, mas não sabem que o fazem e muito menos o vendem como tal. Há outras questões sobre como devemos categorizar essa vertente do design, se é realmente uma vertente, ou se deve ser categorizado. Mas, o que podemos resumir sobre o Design Social é que deve ser considerado no planejamento inicial, o respeito com o meio ambiente, oferecer soluções às exigências do consumidor e ser socialmente engajado e comercialmente justo. Acompanhe o próximo post e descubra um pouco mais sobre o caráter social do design.

 

Fonte:

DESENVOLVIMENTO, Ministério do. Concurso Design de Caráter Social <http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=2&noticia=6224>. Acessado em 28 de julho de 2014.

DESENVOLVIMENTO, Ministério do. O Programa Brasileiro de Design. <http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=2&menu=4149>. Acessado em 28 de julho de 2014.

BRASIL, Design. PBD – Programa Brasileiro do Design <http://www.designbrasil.org.br/design-em-acao/pbd-programa-brasileiro-design>. Acessado em 28 de julho de 2014.

SOCIAL, Instituto de Design. Contextualização do Design Social <http://www.overbranddesign.com.br/antes/ids/designsocial.php>. Acessado em 28 de julho de 2014.

EDU, Academia. Experiências divertidas: visões sobre um design com caráter social <http://www.academia.edu/6974151/Experiencias_divertidas_visoes_sobre_um_design_com_carater_social>. Acessado em 28 de julho de 2014.

DESENVOLVIMENTO, Ministério do. Design social beneficia ofício de catador. <http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=2&noticia=6382>. Acessado em 28 de julho de 2014.

INFINITO, Estúdio. Design no Brasil hoje <http://www.estudioinfinito.com.br/site/?page_id=64 >. Acessado em 28 de julho de 2014.

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Sem Comentários » | agosto 3rd, 2014